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Pele artificial com tacto e possível revestimento de próteses

No dia 15 de Outubro foi publicado na revista Science um artigo referente a uma pesquisa conduzida na Universidade de Stanford, California, que permitiu o desenvolvimento de sensores com potencial para devolver parte do tacto aos utilitários de próteses.

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O recurso a circuitos orgânicos flexíveis e a sensores de pressão permite reproduzir a geração de sinais sensoriais semelhantes aos da pele, os quais são transmitidos para as células cerebrais através de uma técnica de optogenética, baseada em conhecimentos de Óptica e de Genética. Os sensores piramidais de nanocarbono, eficazes na detecção e direccionamento de campos eléctricos de objectos próximos, são colocados sobre um circuito eletrónico impresso, que transforma a corrente variável numa série de impulsos. Recorre-se então a células previamente modificadas no sentido de as tornar sensíveis a determinadas frequências de luz, que “ligam” e “desligam” as células e que, consequentemente, controlam o funcionamento dos processos pelos quais as mesmas são responsáveis. Os investigadores conseguiram, por exemplo, converter a pressão estática que é exercida por um objeto sobre a pele, em sinais digitais comparáveis aos diferentes graus de resistência mecânica que a pele humana é capaz de detectar. Zhenan Bao, Engenheira Química da Universidade de Stanford e autora do artigo, afirma que “os sensores são muito finos, flexíveis, e também elásticos, pelo que uma pessoa poderia montar um sensor na pele e usá-lo para detectar sinais vitais como os batimentos cardíacos e a pressão arterial”.

Embora já fossem conhecidos alguns materiais bastante sensíveis, o sinal sensorial resultante não era interpretado pelas células nervosas. Assim, esta tecnologia, ainda em desenvolvimento, apresenta-se como uma ferramenta potencialmente viável na produção de pele artificial para cobertura de próteses, o que, a concretizar-se, resulta numa mais-valia para aqueles que vivem com um “membro fantasma”.

*Este texto não segue o novo acordo ortográfico.

Video e artigo da Universidade de Stanford a explicar estes sensores (em Inglês):

Fontes:

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